Wednesday, April 27, 2011

O povo kiwi não esquece.

No dia 25 de abril Australia e Nova Zelandia celebram o Anzac Day. Que significa Australia e New Zealand Army Corporation (Corporação do Exército da Australia e Nova Zelandia). Os dois países juntaram forças num só exército para lutar ao lado das forças de paz durante a Primeira Guerra Mundial.
A data marca a grande batalha nos campos de Gallipoli, Turquia onde centenas de soldados anzacs morreram num só dia.
Isso aconteceu em 1915 e nunca foi esquecido pelos povos desses dois países.
Em cada pequena cidade, em todo lugar da Terra Média há monumentos em honra aos soldados mortos e todo ano as 6 horas do dia 25 de abril nestes dos países milhares de pessoas se reuniem para, ao som da corneta, honrar seus soldados e lembrar seus esforços.
Incrível ver as manifestações de respeito e admiração por todos estes homens que perderam suas vidas há quase cem anos ainda fazerem parte das vidas das pessoas.
Um exemplo que "Lest We Forget" "Caso Nos Esqueçamos" é algo que está presente no kiwis, eles não se esquecem do que aconteceu na história de seu país e isso faz parte de quem eles são.
Ah que bom seria se no Brasil fosse o mesmo.

Friday, April 22, 2011

Feriado sem propaganda!

Hoje é Sexta-Feira Santa, feriado praticamente no mundo todo e aqui na Terra Média não é diferente.Quase nenhum comércio abre por aqui com exceção aos postos de gasolina, lojas de conveniência e alguns restaurantes, claro que onde eu trabalho abre...humpf!
Uma coisa bem interessante com relação aos feriados na NZ é que em feriados como Natal, Páscoa e Sexta-Feira Santa os canais de TV são proibidos de anunciar produtos através de comerciais!
Durante todo o dia não se vê um só comercial de loja, supermercado, marcas de carro ou qualquer outra coisa, isso mesmo! Os canais usam os intervalos para anunciar sobre a própria programação e nada mais.
Além destes feriados, os comerciais são proibidos também aos Domingos antes do meio dia.
Propaganda de cigarros foi banida há alguns anos e bebidas alcóolicas e comidas consideradas prejudiciais à saúde tem restrições de horário e frequencia. O mesmo acontece com a programação adulta dos canais.
Pode parecer meio sem sentido proibir comerciais, mas como o comércio fecha e não "faz" dinheiro, os canais de TV tamb;em não deveriam.
Assim é na Terra Média.

Wednesday, April 20, 2011

Royal Wedding Fever


Não sei qual é a animação e expectativa no Brasil com o casamento real na próxima sexta feira 29 de abril, mas por aqui como não poderia deixar de ser a expectativa cresce a cada dia.
Muita gente não admite que acompanha o noticiário mas quando perguntada se assitirá ao casamento a resposta é sempre positiva e bem animada! Hehe.
Como o Brasil não tem família real, (até tem mas não tem a grandeza e tradição que a família real britanica tem), fica dificil sentir a febre que vem da ilha da rainha e se espalha pelas ex-colônias, principalmente Austrália e Nova Zelândia.
Na condição de residente na Terra Média consequentemente eu tenho a Rainha como minha soberana, (engraçado falar isso) e mesmo não achando graça nenhuma nessa história de príncipe, duque e rainha tenho que dizer que sempre fui fãn da princesa Diana (quem não foi?!) e agora que o William vai casar deu até uma curiosidade grande de saber mais sobre toda essa história e tradição.
Afinal de contas o último grande casamento foi o de Charles e Diana e eu não era nem nascido!
William e Kate formam mesmo um casal bacana e eles já conquistaram os corações de todos e principalmente Kate já é queridinha dos súditos da rainha. Mas pra mim Harry é muito mais ruivo e bombação que o irmão mais velho, enfim uma questão de gosto.
Por essas e outras não vou perder a cerimonia e toda a fofoca que vai rolar! hahahaha

Monday, April 11, 2011

Meu Pitaco

Um dos assuntos que tem dominado a mídia no Brasil nas úmtimas duas semanas é o Deputado Jair Bolsonaro e a entrevista dada pelo mesmo ao programa CQC da Rede Bandeirantes.
Todo mundo sabe do que se trata então eu não preciso mencionar o ocorrido, o ponto que quero falar a respeito ou melhor, dar meu pitaco, é sobre a discussão sobre homofobia e direitos iguais que está pegando fogo no momento.
Passadas as festas de carnaval, onde não existe pecado e os gays tem a oportunidade de mostrarem a cara na rua e não serem apedrejados, o país volta ao ritmo normal de trabalho e naturalmente a homofobia volta à tona.
De repente, a atitude de um Deputado faz com que o país todo se divida em opiniões e fica claro que muita gente pensa como Jair Bolsonaro e na verdade, não há nada de errado com isso.
Essa discussão sobre a questão da homofobia e principalmente a dos direitos iguais está passando por cima de muitos outros artigos da constituição brasileira e da democracia em si.
A luta a favor do direitos do homosexuais, e eu já postei meu ponto de vista há mais de um ano atrás na internet, é que a luta está sendo tão forte politicamente que está virando ditadura inversa ou racismo ao contrário.
Alcançamos um patamar onde falar algo negativo sobre os gays virou algo muito errado, ser contra a união civil é racismo e não aceitar a homosexualidade como algo natural é ser homofóbico.
Será mesmo que é assim que os gays querem conquistar seus direitos? Na base da ditadura?
Todo mundo tem direito a ter opinião e gostar ou não de algo ou alguém, o que é preciso ter atenção é como expressamos essa opinião.
Ao invés de buscar leis, regras e normas de como as pessoas devem tratar os gays, deve-se buscar respeito e aceitação, sem isso não há lei que irá proteger ninguém contra o racismo. É isso que muitos heterosexuais estão pensando no momento, que agora é errado ser hetero e não ser a favor da adoção por gays por exemplo. Trata-se de tolerância forçada e isso irá gerar ódio e mais racismo no fim da linha.
Nada contra quem não gosta de gays e não acha que eles deveriam se casar ou adotar uma criança, opinião é direito de todo mundo.
O que é preciso ser praticado e educado ao povo é a tolerância e o respeito, se todos tiverem o direito de fazerem suas escolhas, todo mundo viverá mais feliz e satisfeito.
Por isso que a luta pelos direitos iguais é mais importante que qualquer lei que torne homofobia em crime, isso já está incluso na lei contra racismo e preconceito basta o Estado fazer funcionar.
Todos são iguais perante a lei e todos pagam os mesmos impostos, por isso que o direito de casamento, adoção, troca de nome ou simplismente de ser quem você é e amar quem você ame deveria ser uma escolha de cada um.
Então não importa se você é gay ou hétero, numa sociedade onde o respeito vem primeiro, aqueles que não aprovam aquilo que você escolheu podem continuar pensando assim, mas irão respeitar sua escolha.
Ninguém precisa aceitar ninguém, mas respeitar um ao outro é uma questão de educação e cidadania.
*O sinal de igual no topo deste post é o símbolo oficial da campanha pelos direitos iguais no Brasil. Repassem.

Friday, April 8, 2011

Comparando.... Internet.

Mesmo há mais de quatro anos vivendo por aqui o UOL ainda é a home do meu lap top e o site que uso para saber o que está acontecendo não só no Brasil mas no mundo.
Como no começo não dominava muito o inglês a ponto de ler notícias na web, me valia do UOL para saber de tudo, de política nacional e internacional, esporte (adoro), mídia e entretenimento e tudo o mais que possa ser interessante ou não.
Acontece que já faz um bom tempo que não tenho nenhum problema em ler em inglês e mesmo assim não abro mão do provedor brasileiro. Por que?
Os provedores de internet na Terra Média não oferecem metade ou mesmo um terço do conteúdo que está disponível para internautas brasileiros em sites como Terra, UOL e Globo.com.
O MSN NZ e o Xtra oferecem as últimas notícias daqui e do mundo, esporte (normalmente rugby, futebol inglês, NBA, cricket, rugby league e tennis), um pouco de TV, principalmente celebridades americanas, política, entretenimento e só!
A barra lateral com os canais disponíveis tem por volta de dez opções enquanto o UOL por exemplo tem mais de quaresta. E não é só no número de opções mas no conteúdo que a diferença é grande.
As notícias e artigos não tem muita informação, quase nenhuma foto e nenhum espaço para comentários.
O poder da internet aqui está muito mais nos sites dos canais de TV onde pode-se assistir a programação quase que em tempo real e ler as ultimas notícias do dia, no Google e no Facebook.
Não é propaganda, mas o UOL e o Terra oferecem conteúdo tão bom quanto os maiores portais americanos, enquanto aqui a internet ainda não encontrou ou não acredita no seu potencial.

Wednesday, March 30, 2011

Rakiura - fotos parte 02

O melhor assento da casa.

A vista da janela do quarto do hotel.

Nathan contemplando Halfmoon Bay.

Eu super animado com a trilha...segundo a placa ainda restavam 1h15m de caminhada até Halfmoon Bay.

Tuesday, March 29, 2011

Rakiura - fotos

Na rua principal de Oban em frente a Halfmoon Bay.


Algumas das construções pitorescas da ilha. Super bacana essa.

Monday, March 28, 2011

Stewart Island



Uma das viagens que sempre pensei em fazer mas sempre pensei, "fica para a próxima" foi ir para Stewart Island, a ilhota bem no sul da ilha sul que da pra ver em alguns mapas.
Em janeiro deste ano quando eu e Nathan demos a volta na ilha sul em 8 dias nós já tínhamos comentado que seria uma ótima idéia ir pra lá na próxima oportunidade, ainda mais depois que pegamos gosto por fazer trilhas.
Cansei de deixar para depois e no fim de fevereiro comprei passagens de balsa para um fim de semana por lá como presente de aniversário de casamento hehe.
Tem dois jeitos de chegar até a ilha, um deles é de avião, quase um teco-teco que balança muito e é caro ou de balsa. Voando leva por volta de 20 minutos e de balsa demora 1 hora.
Como não sou fã de voar, ainda mais num avião tão pequeno, a idéia da balsa foi super bem aceita, ainda mais porque não é sempre que se tem a chance de passear de barco pelo Estreito de Foveaux.
Rakiura, nome maori para a ilha é um parque nacional e um santuário de pássaros nativos, inclusive o kiwi. Tem uma população de 400 habitantes, a energia elétrica é via geradores a diesel e os locais vivem da pesca e tursimo.
O vilarejo de Oban, a "capital" da ilha é o único ponto habitado e de lá partem os barcos de passeio, pesca, tours e as trilhas começam por lá também.
O ponto de encontro dos moradores e dos turistas é o South Sea Hotel que além de hotel tem também um restaurante e um bar que está sempre bombando.
Eu e Nathan saímos na sexta-feira de Invercargill até Bluff onde pegamos a balsa num dia chuvoso e com vento forte...imaginem o mar.
As ondas eram maiores que a balsa e o trajeto não foi nada legal. A galera começou achando tudo um barato mas depois de 10 minutos de euforia, uns começaram a vomitar e passar mal e tudo ficou quieto...heheh.
Ficamos hospedados no hotel que foi construído no início dos anos 1920 e fica de frente para a baía.
No sábado eu e Nathan saímos para fazer uma trilha que dá uma volta por fora de Oban e tem partes de floresta e outras pela costa. A chuva estava meio chata mas a caminhada foi ótima e a trilha como era fácil levamos menos de 2 horas para terminar.
No domingo pela manhã, sem a chuva chata, fizemos uma trilha pela costa que vai até a ponta da baía onde fica um pequeno farol eletrônico e de se pode observar pinguins, albatrozes, golfinhos e focas. Não tivemos sorte neste dia mas a caminhada na mata é cheia de sons e cantos dos mais variados pássaros e de paisagens exuberantes.
Levamos por volta de 2h30m e ainda tivemos tempo de descansar, dar uma olhada em lojinhas e no centro de informação antes de pegar a balsa de volta pra Bluff.
Mesmo com as pernas cansadas, o fim de semana foi super relaxante e recomendo a visita à Stewart Island, não é barato ir pra lá e muito menos se hospedar por lá, a comida também não é barata mas o hotel é confortável, a estrutura é boa e a comida bem gostosa.
Fotos da viagem em breve.
Kia ora.

Wednesday, March 16, 2011

Viajante

Sempre fui um sonhador, quando era criança não assistia muitos desenhos animados, eu passava horas em silêncio assistindo a série Os Bichos que passava na TV Cultura e outros documentários sobre a vida selvagem, meio ambiente e diversidade cultural.
Por isso não tenho lembranças de ter um desenho animado favorito ou de assistir ao Show da Xuxa como todas as outras crianças. Quer dizer, eu assistia à Xuxa mas nada do que ela tenha feito na TV me marcou na vida adulta.
Eu sempre me interessei por diversidade, ecologia e conhecimentos gerais. Claro que nenhum desses assuntos eram apropriados nas rodas da escola e ninguém, nem mesmo meu melhor coleguinha iria se interessar sobre algum tipo de macaco que vive numa montanha da África e que sabia absolutamente tudo à respeito. Frustante.
Cresci imaginando como seria visitar todos os lugares incríveis que via na TV. Lugares famosos como a Torre Eiffel, o Coliseu, as pirâmides do Egito e lugares exóticos como Madagascar, Nepal e Tonga que eu viva dizendo pras pessoas que era uma ilha no Pacífico perto de Samoa que todo mundo achava que era marca de chinelo e não um país.
Dentro de mim eu sempre acreditei que um dia eu sairia de casa pra conhecer o mundo, que eu iria para lugares jamais explorados e que minha vida seria uma eterna aventura. Claro que essa idéia foi cada vez mais indo por água abaixo com os anos mas sempre soube que minha casa, minha rua, minha cidade e meu país, não seriam suficientes para sempre.
Quando a chance de vir pra Nova Zelândia apareceu eu já vinha há uns dois anos pensando seriamente sobre como dar os primeiros passos em direção ao meu sonho.
Eu já havia pensado em vir para a Austrália mas nunca pensei em vir pra cá.
Acabei conhecendo Elisangela (Miss Eli) na faculdade de gastronomia e nunca imaginei que ela fosse ser o elo que eu precisava para que as coisas acontecessem.
Antes de vir pra cá eu já sabia algumas coisas sobre a Nova Zelandia (claro!) mas acho que a gente nunca vai ter uma idéia real sobre um lugar até que a gente vá lá.
A Terra Média é um país lindo, puro, preservado e extremamente civilizado. Cheio de problemas como todo lugar mas com um tremendo senso de organização.
Me arrependo de não ter viajado pelo Brasil e ter conhecido outros lugares maravilhosos ali mesmo no meu quintal e ainda quero um dia ter essa chance.
Atravessei o mundo mas não segui viagem, e é isso que toma conta da minha mente, a vontade e principalmente o sonho de ver o mundo ainda não morreram e eu quero, mais do que tudo, que esse sonho se realize.
Hoje, quem diria, moro pertinho de Tonga.

Thursday, March 10, 2011

O recomeço de um futuro incerto.

São mais de duas semanas desde o terremoto que devastou grande parte da cidade de Christchurch e região.
O número de vítimas fatais parou em 166 já tem alguns dias e os trabalhos de demolição já estão em andamento. No momento, 98% da cidade tem energia elétrica restabelecida e 95% tem água encanada.
Todos os dias aparecem novo dados sobre a real escala de destruição e a situação das casas, prédios, bairros e ruas.
Sabe-se que metade dos prédios históricos da cidade não tem condições de serem recuperados e terão de ser demolidos, há muitos esforços para salvar a Catedral da cidade, símbolo de Chrsitchurch.
Um total de 20 mil casas, isso mesmo, serão desocupadas e demolidas. Um bairro inteiro deixará de existir, para sempre. As rachaduras e danos na terra são tão profundos que não há condições de se construir nada naquela região. Então centenas de famílias terão que encontrar outros lugares para morar.
A Copa do Mundo de Rúgby acontece aqui na NZ em setembro desse ano e até o momento não há nenhuma garantia de que a cidade poderá receber os 6 jogos programados até então. O problema não é o estádio, que não sofreu grandes danos mas sim a rede hoteleira que está em frangalhos.
O governo tenta ser positivo e diz que Christchurch terá prédios mais modernos e contruídos para aguentar terremotos futuros porém, milhares de pessoas já deixaram a cidade e não querem voltar mais e as que ficaram ainda estão incertas sobre que tipo de cidade e vida terão no futuro.
Não podemos prever quando o próximo terremoto virá e nem se será pior que o último e por isso o futuro é dificil de imaginar.